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Esta carta nunca chegará às tuas mãos, mas mesmo assim te escrevo porque sim, porque necessito e assim deixo de pensar mais nisso.
A ti, só tenho que agradecer e não irei criticar nada. Obrigada por me tornares mais forte e menos sentimental. Ensinaste que as pessoas chegam, permanecem, podem ir e podem não chegar. Tu, que foste minha amiga fria, insensível, dizes as coisas sem filtro e sem medo das consequências dos meus pensamentos, aprendi lidar contigo da melhor e da pior forma. Tu não deixas aproximar mas gostas que gostem de ti, e os que não gostar é indiferente e é para o lado que dormes melhor. Tu que gostaste da minha companhia, descobrir produtos novos do Continente e falar de homens, altos, morenos e giros com barba, e das coisas diferentes que tu gostavas e eu admirava, houve sempre uma preferência. Colocavas cada um no seu lugar sem qualquer ressentimento. Eras horrível sabes? Mas eu gostava sempre ti e gostava de estar ao teu lado. Mas o interesse era pouco. E de qualquer das formas, magoavas, dos defeitos que possuía, mesmo que dissesses a brincar, magoava devido à minha horrível auto estima.
Mas que se lixe, eu aprendi que, ignorar é a melhor coisa. Fazer piadas irónicas, sarcásticas, ser engraçada e ser má ao mesmo tempo é formidável. Dás gozo ao teu ser, admiro por isso. És a miuda dos gatos, dos teus filhotes não é? És espectacular e tu sabe-lo com todas as grandezas. Alguém que nunca esquecerei mas irei esquecer certas coisas. Simplesmente porque és horrível, e eu não falo para ti e tu não falas para mim. Quites.